Em reunião realizada em Brasília, representantes do setor apresentaram propostas relacionadas ao reconhecimento do abastecimento alimentar e à segurança jurídica das relações nas CEASAS.
Em 10 de agosto, representantes do setor de abastecimento estiveram em Brasília para uma agenda junto à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), levando ao debate nacional pautas consideradas estratégicas para o futuro das CEASAS e do abastecimento alimentar brasileiro.
Representando a BR-BRASTECE, o encontro contou com a participação do Dr. Leandro Wruck, além de representantes de organizações ligadas às CEASAS do Paraná, Espírito Santo e Campinas.
A agenda teve como objetivo apresentar questões que impactam diretamente lojistas, produtores e toda a estrutura responsável pela comercialização e distribuição de frutas, legumes e verduras no país.
Duas pautas em destaque
Entre os temas apresentados pela BR-BRASTECE, dois pontos ganharam destaque.
O primeiro foi o reconhecimento da atividade de abastecimento alimentar como matéria de interesse público.
A proposta parte de uma compreensão mais ampla sobre o papel desempenhado pelas CEASAS. Mais do que espaços de comercialização, elas integram uma estrutura essencial para o escoamento da produção, a distribuição de alimentos e a conexão entre produtores e os centros consumidores.
O segundo tema apresentado foi a equalização dos prazos de concessões e permissões dos contratos das CEASAS em todo o Brasil.
A discussão está relacionada à necessidade de maior segurança e previsibilidade para empresas e profissionais que atuam nesses mercados e contribuem diariamente para o funcionamento da cadeia de abastecimento.
Abastecimento é uma pauta de interesse nacional
As discussões apresentadas pela BR-BRASTECE refletem uma questão que ultrapassa os limites das próprias CEASAS.
A cadeia de frutas, legumes e verduras depende de uma sequência de atividades que começa no campo e passa por comercialização, logística, distribuição e chegada dos produtos aos consumidores.
Nesse processo, produtores e lojistas exercem funções diferentes, mas complementares.
O produtor precisa encontrar canais eficientes para escoar sua produção. O lojista assume riscos comerciais, movimenta produtos, estabelece relações com compradores e ajuda a garantir que a produção alcance diferentes mercados.
As CEASAS são parte importante dessa engrenagem.
Por isso, discutir o futuro do abastecimento significa também discutir as condições necessárias para que essa estrutura continue funcionando com eficiência, segurança e capacidade de atender às necessidades de um país de dimensões continentais.
A importância da articulação institucional
A presença da BR-BRASTECE na FPA representa mais uma etapa do trabalho de articulação institucional desenvolvido pela entidade.
A Frente Parlamentar da Agropecuária reúne representantes do Congresso Nacional em torno de pautas relacionadas ao desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro. Levar as questões do abastecimento a esse espaço significa ampliar a presença de um segmento que muitas vezes está entre a produção agrícola e o consumidor, mas que exerce papel fundamental para que essa conexão aconteça.
A participação também reforça uma mudança importante de perspectiva: falar sobre abastecimento é falar sobre o funcionamento do próprio agro brasileiro.
Produzir é essencial. Mas produzir, escoar, comercializar e distribuir também fazem parte da mesma cadeia.
Uma construção que depende da participação do setor
A BR-BRASTECE reforça que a construção de uma agenda nacional para o abastecimento depende da participação ativa de quem vive essa realidade diariamente.
Por isso, o fortalecimento das associações, sindicatos e demais instituições representativas das CEASAS é parte importante desse processo.
Quanto maior a participação dos lojistas e demais agentes do setor nas discussões coletivas, maior a capacidade de construir propostas que representem as necessidades reais de quem está na ponta da cadeia.
A reunião de 10 de agosto faz parte dessa construção.
Mais do que apresentar reivindicações, a proposta é contribuir para um debate de longo prazo sobre a estrutura que permite que alimentos produzidos no campo cheguem às cidades todos os dias.
O abastecimento também precisa estar presente onde as decisões são construídas
É nesse espaço de diálogo, articulação e construção institucional que a BR-BRASTECE pretende continuar atuando, levando a voz dos profissionais das CEASAS para as discussões que ajudam a definir os próximos caminhos do abastecimento alimentar brasileiro.
